A Finitude - Preta Gil
Eis um retrato que não grita, mas reverbera —
como o eco profundo de um tambor ancestral.
Cabelos como cascatas de tempo,
cachos que guardam segredos de mil vidas, mil cantigas, mil chamas.
Olhar de quem já dançou com a dor
e riu na cara da morte.
A nudez aqui não é pele.
É verdade.
É despedida do medo.
A finitude não é o fim.
É a consagração do ciclo.
É quando o barro retorna à terra
e o espírito vira vento.
Essa imagem?
É rito.
É altar.
É eternidade em carne viva.
🌿 #PretaGil
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