quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Loucura

LOUCURA

Loucura! É não partir à procura!
Desses teus beijos, abençoados.
Dados ao luar, com essa doçura,
Que conforta os lábios sagrados.

Loucura! É não procurar o rosto,
Da humanidade em ti escondida.
E ficar eternamente no desgosto,
De não encontrar sentido da vida.

Loucura! É não partir à procura!
Desse teu corpo frágil e sensual.
Onde está contida a divina cura,
Para o meu ser, efémero mortal.

Joaquim Jorge Oliveira
🌹
Art. (Gustave Jean Jacquet)

Costurando Lindeza.

A gente vai costurando lindezas, colando carinhos, remendando lembranças, cersindo aprendizados, e quando vemos, estamos desfazendo nós e dando lanços...
Assim é a vida
Assim e a amizade
Assim é o amor.
Se não soubermos ajeitar as coisas, contornar situações, engavetar desafetos, e abraçar as diferenças, nunca seremos nada, nunca teremos nada, e o nada simplismente nos esvazia de sentimentos e sem sentimentos nunca seremos coisa alguma, quanto mais alguém.
Construa.
Refaça.
Recrie.
Ame....

Terezinha Costa Honorato 
20/ 11/ 2022
🌹
Art. (Charles Joseph Frédéric Soulacroix) 
-1825-

Mãe 🌹

“Mãe"
.
Por seus filhos deu a vida
Mas a velhice foi-lhe sentida
Na mesa sequer havia pão

Restou-lhe apenas a partida
Sem ninguém prá despedida
Morreu de fome e solidão 
-
Tanta coisa por cumprir,
Sua porta nunca chegou ábrir
Seus filhos seguiram outros trilhos

Anos e anos à espera duma visita, 
Mas a sua morte maldita
Chegou primeiro que seus filhos.
.
José Carlos SC
Escritos Engavetados
🌹

sábado, 17 de março de 2018

Mulher

Deus, mulher caprichosa e
perdida na vaidade
diante do espelho
contempla sua face
e se maquia, retoca
faz e refaz as
linhas e as cores
que o espelho
generoso reflete.

Espelho, Universo,
no qual Deus
caiu na armadilha
de sua própria
beleza,
Amou o espelho
e nele absorvido
escravo, não
vê onde termina
o espelho e começa
sua face.

Basta contemplar
as estrelas, o oceano,
os montes, o sorriso
das crianças
o corpo de amantes
fazendo amor para se
medir o alcance da
loucura desse
Deus mulher.
Onaldo

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O Dia

O dia embebeda-se de luz e arrota cores, bichinhos, a minha alegria.

Arremedo e me abano afogueado, acabo desmilinguido, saciado.

Ambos, o dia e eu, fundidos ao sol, gememos gostoso.

Entrementes, espio a água e ela me sorri desdentada,

Que é para não machucar fragilidade alguma.

Num bolo só, caímos na risada, nessa folia total.

Onaldo

Dia lábios de Deus

Dos lábios de Deus
Pendem frutas maduras
Dos lábios de Deus
Mina mel, que doçura

O convite é feito
De gentil sedução
Frutas maduras
E mel coração

A beijar esses lábios
A vida se adoça
Nos lábios de Deus
Refinado sabor

Quem sabe, bem sabe
Deus se faz em sabor
Pra ganhar nosso amor.
Onaldo

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Conjugação dos nossos corpos

Relembrando mais um poema coletivo...

Conjugando nossos corpos

De que me vale tudo
Se não a tenho por inteiro?
Quero o seu corpo desnudo
Perfumando o meu travesseiro.

Silencioso e mudo
Meu pensamento reside em você.
Acordada ou dormindo, recordo o seu prazer
No nosso leito, no meu peito...

De que me vale a aurora e o crepúsculo
E até o alvorecer,
Se falta o calor dos seus músculos
Pra me esquentar e envolver?

Oh, Destino, por que de nós tanto caçoas?
Conjuga-nos novamente nesse planeta
De mais de sete milhões de pessoas,
Gente perdida e careta
Que tanto nos magoa.

Esta versão do poema foi escrita por mim com a colaboração da Vilma Rodrigues e da Luciana Carvalho.

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