segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Conjugação dos nossos corpos

Relembrando mais um poema coletivo...

Conjugando nossos corpos

De que me vale tudo
Se não a tenho por inteiro?
Quero o seu corpo desnudo
Perfumando o meu travesseiro.

Silencioso e mudo
Meu pensamento reside em você.
Acordada ou dormindo, recordo o seu prazer
No nosso leito, no meu peito...

De que me vale a aurora e o crepúsculo
E até o alvorecer,
Se falta o calor dos seus músculos
Pra me esquentar e envolver?

Oh, Destino, por que de nós tanto caçoas?
Conjuga-nos novamente nesse planeta
De mais de sete milhões de pessoas,
Gente perdida e careta
Que tanto nos magoa.

Esta versão do poema foi escrita por mim com a colaboração da Vilma Rodrigues e da Luciana Carvalho.

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sábado, 19 de agosto de 2017

Não sigo a Deus

Não sigo a Deus
Disse-me um bem intencionado amigo que devo seguir a Deus. Afirmou ainda que só assim serei feliz!
Ledo engano! É Deus quem me segue! Deus me fez para me amar e como mãe apaixonada segue-me dia e noite enquanto apronto as minhas. Não interfere, apenas vigia e acode quando me machuco. Cansado, corro para Seus braços e neles adormeço, fortalecendo-me para ir mais longe e, Deus, atrás de mim.
Nessa certeza, a felicidade é uma vasilha ampla, onde cabem a alegria e a tristeza, os acertos e os desacertos, o amor e a raiva e nada é mal sem remédio!
Deus me segue, por isso existo!
Onaldo

terça-feira, 13 de junho de 2017

Dor

Na minha dor só me resta o amor, amar e amado ser,
para isto vivo e ajudo outros a viver.
Onaldo

Meu Santo Antônio

** dicas teológicas (1) **
“Meu Santo Antônio querido
Eu vos peço, por quem sois:
Dai-me o primerio marido,
Que o outro arranjo depois.”
- de Câmara Cascudo

sábado, 10 de junho de 2017

Embebeda - se

O dia embebeda-se de luz e arrota cores, bichinhos, a minha alegria.
Arremedo e me abano afogueado, acabo desmilinguido, saciado.
Ambos, o dia e eu, fundidos ao sol, gememos gostoso.
Entrementes, espio a água e ela me sorri desdentada,
Que é para não machucar fragilidade alguma.
Num bolo só, caímos na risada, nessa folia total.
Onaldo

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Sou feito de retalhos

"Sou feito de retalhos. Pedacinhos coloridos de cada vida que passa pela minha e que vou costurando na alma. Nem sempre bonitos, nem sempre felizes, mas me acrescentam e me fazem ser quem eu sou.
Em cada encontro, em cada contato, vou ficando maior... Em cada retalho, uma vida, uma lição, um carinho, uma saudade... que me tornam mais pessoa, mais humano, mais completo.
E penso que é assim mesmo que a vida se faz: de pedaços de outras gentes que vão se tornando parte da gente também. E a melhor parte é que nunca estaremos prontos, finalizados... haverá sempre um retalho novo para adicionar à alma.
Portanto, obrigado a cada um de vocês, que fazem parte da minha vida e que me permitem engrandecer minha história com os  retalhos deixados em mim. Que eu também possa deixar pedacinhos de mim pelos caminhos e que eles possam ser parte das suas histórias.
E que assim, de retalho em retalho, possamos nos tornar, um dia, um imenso bordado de 'nós'." (Cora Coralina)

O mundo.

O mundo é harmonia pura
- dizem alguns -
como uma orquestra afinada.

A minha alma destoa
a vida é um susto
que derruba da mão do maestro, a batuta.

Tudo por um pacotinho de jujuba
sabores mistos, cores diversas
delícia para meus olhos brejeiros.

O mundo, de pequeno, é perrengue
muito sorriso, pouco siso
e, nele, a minha alma assustada míngua.

Por isto, carrego logo alguma jujuba
que me sirva de consolo
enquanto o mundo desmunda
e a vida cata seus pedaços coloridos
numa alegria tresloucada
vou mastigando jujuba...
Onaldo