domingo, 14 de maio de 2017

Temos todo o percurso de Nossa vida em seguras mãos.

Temos todo o percurso de nossa vida em seguras Mãos, e, nelas, a liberdade para brincar. Começo e fim de nossa história estão decididos a nosso favor por Quem nos faz. Chegamos em hora e minuto tal, sem variação, e partimos em igual exatidão de momento. Entrementes, emancipados, chegamos a imaginar que decidimos muito, que é nosso o destino. Vã arrogância!
Na mente de Deus decidido está o que somos de fato, e o palco, papel e máscaras que agora assumimos logo serão recolhidos e só a nossa verdade permanecerá.
Somos os bem que Deus cria para amar, esta é a nossa verdade, dignidade e destino!
Onaldo

Mãe e ação de Deus.

Mãe é a ação de Deus feita visível
e o amor na prática!
Como comemorar um dia dedicado às mães?!
Amando, amando e amando a todas as mães do mundo,
através daquela que nos deu à luz!
Onaldo

sábado, 13 de maio de 2017

Safo de Lesbos


A responsabilidade de cada um.

A responsabilidade de cada um tem o seu tamanho, a de Deus, pela Sua criação, é, portanto, infinita e absoluta.
Seja a nossa vida baseada nessa certeza inabalável, a de que tudo está predestinado ao bem e, nenhum ser há de padecer castigo, alienação, destruição, inferno ou carma algum, já que somos criados como somos por Quem é responsável pelo que cria!
Onaldo

Sinfonias do acaso

Sinfonias do ocaso
Musselinosas como brumas diurnas
descem do ocaso as sombras harmoniosas,
sombras veladas e musselinosas
para as profundas solidões noturnas.
Sacrários virgens, sacrossantas urnas,
os céus resplendem de sidéreas rosas,
da Lua e das Estrelas majestosas
iluminando a escuridão das furnas.
Ah! por estes sinfônicos ocasos
a terra exala aromas de áureos vasos,
incensos de turíbulos divinos.


Os plenilúnios mórbidos vaporam …
E como que no Azul plangem e choram
cítaras, harpas, bandolins, violinos …
CRUZ E SOUSA

Acrobata da dor

Acrobata da dor
Gargalha, ri, num riso de tormenta,
como um palhaço, que desengonçado,
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
de uma ironia e de uma dor violenta.
Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
agita os guizos, e convulsionado
salta, gavroche, salta clown, varado
pelo estertor dessa agonia lenta …
Pedem-se bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
nessas macabras piruetas d’aço. . .


E embora caias sobre o chão, fremente,
afogado em teu sangue estuoso e quente,
ri! Coração, tristíssimo palhaço.
CRUZ E SOUSA

Não há vagas

Não há vagas


O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
– porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
O poema, senhores,
não fede
nem cheira.
FERREIRA GULLAR