quinta-feira, 17 de setembro de 2015


O previlegio de ter um poeta em minha vida,estar com vc Leozinho e respirar peosia.
LANÇAMENTO DO LIVRO DO MEU PEOTINHA LEO ROSSETTI JUNTO COM OUTROS TRES POETAS
O livro Poesia em Profusão faz parte de um projeto intitulado "Narrativas Contemporâneas" que iniciou seu 1º ciclo esse ano no Rio de Janeiro. Trata-se de uma obra que apresenta diferentes visões sobre a contemporaneidade a partir da poesia. Há ainda um capítulo em que os poetas escrevem colaborativamente, ou seja, escrita a quatro, seis, oito mãos. Vale a pena conferir!
Livraria Cultura - Cine Vitoria Rua Senador Dantas, 45, Cinelândoa - Centro - Rio de Janeir

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Meu poeta preferido LEO ROSSETTI te adoro !!! minha pequena homenagem ao meu Poeta meu amigo - irmao 

http://www.sainaurina.blogspot.com.br/



Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade,

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO

Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. 
Tempo de absoluta depuração. 
Tempo em que não se diz mais: meu amor. 
Porque o amor resultou inútil. 
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho. 
E o coração está seco. 
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás. 
Ficaste sozinho, a luz apagou-se, 
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes. 
És todo certeza, já não sabes sofrer. 
E nada esperas de teus amigos. 
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? 
Teus ombros suportam o mundo 
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. 
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios 
provam apenas que a vida prossegue 
e nem todos se libertaram ainda. 
Alguns, achando bárbaro o espetáculo 
prefeririam (os delicados) morrer. 
Chegou um tempo em que não adianta morrer. 
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem. 
A vida apenas, sem mistificação.